Veja com Tiago Oliva Schietti como calcular se a parcela do consórcio cabe no orçamento

Por Diego Velázquez 5 Min de leitura
Tiago Oliva Schietti

O consórcio é uma forma de planejamento financeiro que só funciona bem quando a parcela é compatível com a rotina do consumidor, como ressalta Tiago Oliva Schietti, empresário. Tendo isso em vista, grande parte dos problemas relatados por participantes de grupos de consórcio nasce da ausência de um cálculo realista sobre o que cabe no orçamento mensal. Pensando nisso, ao longo deste artigo, apresentaremos um método simples para relacionar renda, despesas fixas, reserva financeira e possíveis mudanças na parcela ao longo do plano.

Qual é o ponto de partida para calcular a parcela do consórcio?

O primeiro passo é usar a renda líquida como referência, nunca a renda bruta. Impostos, descontos e contribuições já reduzem o valor que efetivamente entra na conta corrente, e ignorar essa diferença é o motivo mais comum de parcelas que parecem cabíveis no papel, mas pesam demais na prática.

De acordo com Tiago Oliva Schietti, o consumidor deve somar toda a renda familiar recorrente e aplicar um limite de comprometimento sobre esse total antes de considerar a parcela do consórcio. Esse teto funciona como um filtro inicial, evitando que o entusiasmo pela contemplação distorça a análise financeira.

Como as despesas fixas mudam essa conta?

Depois de definir a renda disponível, é preciso descontar os compromissos que se repetem todo mês, independentemente de qualquer decisão futura sobre o consórcio. Conforme destaca o empresário Tiago Oliva Schietti, esses valores formam a base real do orçamento e mostram quanto sobra de fato para novas obrigações financeiras. Entre os itens que costumam entrar nessa conta estão:

  • Moradia, incluindo aluguel, financiamento ou condomínio;
  • Contas de consumo, como energia, água e internet;
  • Transporte, combustível ou transporte público;
  • Alimentação e demais despesas domésticas recorrentes;
  • Outras dívidas ou parcelas já assumidas anteriormente.

Somente depois de subtrair esses valores da renda líquida é possível saber, com segurança, quanto realmente sobra para a parcela do consórcio. Portanto, pular essa etapa é o que leva muitas famílias a assumir compromissos acima da própria capacidade real de pagamento.

Tiago Oliva Schietti
Tiago Oliva Schietti

Por que a reserva financeira protege o orçamento no consórcio?

Mesmo com renda e despesas fixas bem calculadas, o orçamento continua vulnerável sem uma reserva financeira. Tiago Oliva Schietti menciona que  imprevistos, como problemas de saúde, reparos urgentes ou oscilações de renda, podem acontecer independentemente do planejamento, e é a reserva que evita que esses eventos comprometam o pagamento da parcela.

O recomendável é manter essa reserva separada do valor destinado ao consórcio, sem misturar os dois propósitos. Assim, mesmo diante de um mês difícil, o participante consegue honrar o compromisso sem recorrer a empréstimos ou atrasar outras contas essenciais do dia a dia.

O que fazer quando a parcela do consórcio pode aumentar?

As parcelas de um consórcio não são fixas ao longo de todo o plano. Como pontua o empresário Tiago Oliva Schietti, reajustes anuais, mudanças no valor do bem e mecanismos de embutimento após um lance podem alterar o valor pago mensalmente, e ignorar essa possibilidade é um erro recorrente entre quem calcula o orçamento apenas com base na parcela inicial. Tendo isso em vista, para evitar esse tipo de surpresa, os seguintes cuidados fazem a diferença:

  • Simular reajustes anuais antes de assinar o contrato;
  • Considerar o impacto de um possível lance embutido na parcela;
  • Manter uma margem no orçamento para absorver pequenas variações;
  • Revisar o planejamento sempre que a parcela for atualizada.

Desse modo, quem calcula o orçamento pensando apenas na parcela do primeiro mês tende a se surpreender negativamente logo na primeira atualização anual. Antecipar esse cenário é o que diferencia um planejamento consistente de uma decisão tomada apenas pelo valor inicial mais atrativo.

O planejamento como diferencial na hora de contratar um consórcio

Em conclusão, calcular se a parcela cabe no orçamento não é um exercício único, feito antes da assinatura e depois esquecido. Renda, despesas fixas, reserva financeira e possíveis reajustes formam um conjunto que precisa ser revisado ao longo de todo o plano, especialmente em momentos de mudança na vida financeira do participante. Ou seja, o consórcio funciona melhor quando é tratado como parte de um planejamento contínuo, e não como um compromisso isolado. Assim, quem adota essa lógica reduz o risco de inadimplência e aproveita a contemplação com muito mais tranquilidade financeira.

 

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