Como destaca o Dr. Haeckel Cabral, a bichectomia é um procedimento que promete afinar o terço médio do rosto ao reduzir o volume das bochechas em casos selecionados. Se você busca um contorno mais definido sem arrependimentos futuros, agende uma consulta e leia este artigo até o fim para entender quem realmente se beneficia e quais limites precisam ser respeitados.
Indicações reais e quando a cirurgia tende a funcionar
A indicação mais clássica envolve pacientes com bochechas naturalmente volumosas, desproporcionais ao restante do rosto, mesmo com peso estável. O procedimento é voltado a pessoas com bochechas excessivamente puffy, nas quais a remoção da gordura pode ajudar a afinar a região e definir ângulos do terço médio.
Além do volume, o perfil ideal costuma reunir alguns critérios objetivos: saúde geral adequada, expectativa realista e estabilidade de peso. Entre os pontos comuns de candidatura, estar saudável, manter peso estável, não fumar e estar incomodado com a aparência de bochechas cheias.
Como enfatiza o Dr. Haeckel Cabral, o ponto decisivo é confirmar se o volume que incomoda vem mesmo da gordura de Bichat e se há margem estética para reduzir sem causar um aspecto encovado. Em muitos rostos, o que parece “bochecha grande” é, na verdade, posicionamento de gordura superficial, formato ósseo, ou até uma combinação com hábitos de mastigação e musculatura, o que muda o tratamento indicado.
Controvérsias e o tema que mais pesa, envelhecimento facial
A maior controvérsia da bichectomia não é o curto prazo. É o longo prazo. A face perde volume naturalmente com a idade, e parte desse processo ocorre justamente no terço médio. Dessa forma, reduzir um compartimento de gordura profundo em quem já tem pouco volume, ou em quem tem tendência a emagrecer o rosto com o tempo, pode aumentar a chance de aparência encovada e mais “cansada” anos depois.
Esse risco não significa que o procedimento seja “errado”. Significa que ele é mais seletivo do que parece. Como sugere o Dr. Haeckel Cabral, o planejamento responsável precisa responder a uma pergunta simples: você está removendo um excesso verdadeiro, ou retirando uma reserva que seu rosto vai precisar para envelhecer com harmonia.

A bichectomia pode fazer sentido quando há excesso nítido e estável de bochecha, e quando o restante do rosto tem estrutura e volume suficientes para sustentar o contorno no futuro.
Riscos e limites no contexto cirúrgico
Mesmo sendo um procedimento relativamente direto, a bichectomia não é trivial. Há estruturas importantes próximas ao campo cirúrgico, como ramos nervosos e ductos salivares. A Cleveland Clinic lista riscos possíveis como infecção no local da incisão, lesão de nervos faciais ou lesão do ducto salivar, além de dormência, alterações de sensibilidade e assimetria.
Outro limite é o controle do quanto retirar. Remover o máximo possível pode até gerar um afinamento rápido, porém aumenta o risco de um aspecto esvaziado com o tempo. A bichectomia exige precisão e moderação, porque o tecido removido não é reposto naturalmente.
Como ler o resultado sem ansiedade?
É comum haver inchaço nas bochechas e sensibilidade na boca nos primeiros dias, o que pode dar a impressão de que o rosto ficou mais cheio, quando, na verdade é apenas edema. Com o propósito de evitar interpretações precoces, o resultado deve ser avaliado com tempo, porque o afinamento real aparece conforme a inflamação cede e os tecidos se acomodam.
No entendimento do Dr. Haeckel Cabral, o erro mais frequente no pós-operatório é procurar definição imediata. O rosto passa por fases, e a leitura correta depende de observar a evolução de semana a semana, não de comparar fotos do terceiro dia.
Próximos passos para decidir com segurança
Como sintetiza o Dr. Haeckel Cabral, bichectomia pode ser um bom procedimento para reduzir bochechas excessivamente cheias em pacientes bem selecionados, com rosto compatível e expectativas realistas. Ao mesmo tempo, há controvérsias legítimas, sobretudo ligadas ao envelhecimento facial e à possibilidade de aspecto encovado quando a indicação é inadequada.
Autor: Katy Müller
