Fazenda trabalha para atrair grandes fundos ao mercado imobiliário, mas Selic atrapalha, diz secretário

By Katy Müller 2 Min Read

Mello participou do CNN Talks Crédito Para o Brasil, na manhã desta terça-feira (18), em Brasília

Secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello afirmou que a pasta trabalha para atrair grandes fundos de pensão e investimentos ao mercado de crédito imobiliário e criticou o patamar atual da taxa básica de juros, a Selic.

Mello participou do CNN Talks Crédito Para o Brasil, na manhã desta terça-feira (18), em Brasília.

A maior parte do funding do setor hoje não tem origem em grandes investidores, mas na caderneta de poupança, além de mecanismos como a Letra de Crédito Imobiliário (LCI), que recebe recursos majoritariamente de pessoas físicas.

“Queremos trazer os fundos pensão, os fundos de investimentos”, disse Mello.

Segundo o secretário, hoje os fundos de pensão, por exemplo, podem ter até 25% dos seus investimentos voltados ao mercado imobiliário.

Mesmo assim, esta proporção fica em torno de 3% atualmente.

O primeiro passo para atrair estes players é a utilização da Empresa Gestoras de Ativos (Emgea) para reforçar um mercado secundário de crédito imobiliário, prevista na medida provisória (MP) do Acredita.

A ideia é que a Emgea atue de forma a permitir que os bancos vendam no mercado as carteiras de recebíveis, que em geral estão indexados à Taxa Referencial (TR), e a operação converta a taxa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que tem melhor remuneração.

Em sua participação, Mello ainda destacou que o patamar atual da Selic (em 10,50% ao ano) é restritivo e leva impasses ao crédito imobiliário – ao passo que afasta investidores de papeis relevantes para este mercado.

“Assim que tivermos taxas de juros mais condizentes com a realidade do país, poderemos dinamizar o mercado secundário e depender cada vez menos da poupança, atraindo novos atores para o mercado imobiliário”, disse.

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