Quanto você gastará em presentes de Natal? Veja média em BH

By Katy Müller 5 Min Read
Edvaldo Aparecido Donizete Lucio

Os belo-horizontinos pretendem gastar mais com presentes de Natal em 2022 do que no ano anterior. Neste ano, nove em cada dez dizem que pretendem presentear e a média de preço de cada presente será de R$ 123 — valor cerca de 12% mais alto do que em 2021, quando a intenção era R$ 110,10. Com a expectativa de comprar quatro presentes, os gastos totais chegarão a R$ 492, segundo pesquisa da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH) com consumidores, divulgada nesta quarta-feira (7).

A soma dos gastos deve injetar R$ 2,45 bilhões na economia da capital, aumento de 1,24% em comparação ao Natal anterior, estima a entidade. É um valor próximo ao de 2019, antes da pandemia, quando o faturamento alcançou R$ 2,47 bilhões. Com o impulso do “super trimestre”, como chama a CDL/BH — reunindo a maratona de Dia das Crianças, Black Friday, Natal e, neste ano, a Copa do Mundo —, a expectativa da entidade é finalizar o ano com crescimento de 0,6% em comparação a 2021 e de um 2023 com crescimento de 0,85% do varejo. 

A empregada doméstica Maria de Lourdes dos Santos, 40, acredita que gastará até R$ 500 em presentes neste Natal. “Cada um de até R$ 100. São lembrancinhas para não passar em branco, como brinquedos e roupas, e estou pesquisando preços”, conta. Para não enfrentar o centro de BH lotado mais próximo ao Natal, ela já estava fazendo as compras nesta quarta-feira, mesmo sob chuva. Também no centro, a encarregada de serviços gerais Laudethe Guimaraes, 51, costuma presentear os quatro netos e os três filhos, mas, por enquanto, não comprou nada, por estar achando os preços altos. “Está péssimo. Não é de hoje que estou andando atrás de uma mochila para o meu neto, mas só acho de R$ 100, R$ 120,. Quero encontrar uma de R$ 60”, diz.

Confira quais serão os principais presentes escolhidos neste ano, segundo a CDL/BH:

  1. Roupas (escolha de 54,5% dos consumidores);
  2. Brinquedos (42,3%);
  3. Acessórios (28,6%);
  4. Calçados (22,8%);
  5. Cosméticos (19,6%).

“O consumidor está sinalizando que quer tipos variados de presente, então vários segmentos serão contemplados. E a data de Natal é de sentimentos, então as pessoas querem dar presente para amigos, família e para com quem convivem no trabalho”, pontua o presidente da CDL/BH, Marcelo de Souza e Silva.

O gasto médio com as três primeiras categorias — roupas, brinquedos e acessórios, respectivamente — será de R$ 130,34, R$ 125,46 e R$ 108,75. Em meio aos recorde de endividamento no país, a maior parte dos consumidores, 65,1%, optará pelo pagamento à vista. Por outro lado, 34,9% das pessoas que presentearão pretendem parcelar as compras — geralmente, em três vezes.

Experiente após anos de Black Friday, o consumidor está de olho no histórico de preços dos produtos. Pouco mais da metade (51%) dos consumidores afirmam que preços altos são uma barreira para as compras. O segundo obstáculo mais citado, escolhido por 44,7% dos entrevistados pela CDL/BH, é o mau atendimento. As lojas físicas, considerando varejo de rua e shopping centers, ainda são as favoritas para as compras de Natal e devem responder por 60,2% das vendas.

Em alguns pontos, a expectativa dos lojistas é diferente do que pensam os consumidores. Os comerciantes esperam um tíquete médio de compras mais alto, de R$ 242,79 por presente — por outro lado, apostam em menos compras por pessoas, apenas duas, em vez das quatro planejadas pelos clientes. Eles também imaginam que mais pessoas pagarão no crédito do que no débito, parcelando os valores em cinco vezes.

Maioria celebrará Natal, mesmo com ceia mais cara


A ceia de Natal será mais cara neste ano — levantamento recém-divulgado pelo site de pesquisa Mercado Mineiro demonstra que o panetone, por exemplo, é vendido por uma média de preço até 37% mais alta em 2022. Ainda assim, 85,4% dos entrevistados pela CDL/BH intencionam celebrar o Natal, pouco mais da metade deles com a tradicional ceia. O gasto médio com ela será de R$ 198,66.

Além da celebração com ceia ou almoço, quase metade (49%) dos belo-horizontinos diz que participará de pelo menos um amigo-oculto neste ano, com intenção de comprar presentes de, em média, R$ 71,53.

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