Energia solar em sede municipal gera economia de R$ 150 mil em dois anos de funcionamento

By Katy Müller 3 Min Read

Uma usina fotovoltaica no edifício-sede da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) já gerou uma economia de cerca de R$ 150 mil para os cofres públicos, em um período de dois anos. O sistema de energia solar já produziu mais de 150 MWh. Com a usina, cerca de 150 toneladas de gás carbônico (CO2) deixaram de ser emitidos na atmosfera.

As informações são do idealizador do projeto, Humberto Martins Marques, assessor da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMMA). Em 10 anos, a expectativa é que a usina gere uma economia aos cofres públicos da ordem de R$ 10 milhões.

Com uma potência instalada de 65 kWp, a usina foi implantada em maio de 2020 a um custo de aproximadamente R$ 180 mil. O edifício-sede é um dos símbolos arquitetônicos da capital mineira e foi construído na década de 1930. O sistema ocupa uma área de 400 metros quadrados (m²), o equivalente a aproximadamente duas quadras de tênis.

“Daqui a três meses o investimento para a instalação da usina já estará pago”, afirmou Humberto Martins, neste domingo (29), em que se comemora o Dia Mundial da Energia.
Matriz energética
Segundo a Broenergy, empresa mineira que realiza projetos de eficiência energética em todo país, Belo Horizonte possui atualmente 6140 unidades geradoras de energia, das quais 3 mil foram conectadas em 2021 e 2022 apenas. O município ocupa a 10ª posição no ranking nacional em potencia instalada.

“Na matriz elétrica brasileira, a capacidade instalada de usinas que compõem a geração distribuída passou a ser computada neste mês pelo Ministério de Minas e Energia, fazendo com que a fonte solar fotovoltaica assumisse a quinta posição entre as fontes com maior geração de energia do país”, disse Thomas Chianca, afirma um dos sócios da empresa.
Segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), todo esse crescimento traz benefícios para o país: R$ 82 bilhões em novos investimentos, 459 mil novos empregos, R$ 22 bilhões em arrecadação de tributos e 22 milhões de toneladas de CO2 evitadas.

Minas Gerais é líder entre os estados brasileiros em potência instalada de pequenos e médios sistemas fotovoltaicos em residências, comércios, indústrias, propriedades rurais e prédios públicos, de acordo com a Absolar. No ano passado, o estado atingiu a marca histórica de mais de dois GW de capacidade instalada de geração de energia de fonte solar.

No país, a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) registrou um aumento na geração de fonte solar fotovoltaica nos primeiros quatro meses deste ano em comparação a 2021. De janeiro a abril foram gerados 1.172 MW médios, que representa um aumento de 66,8% na comparação com igual período de 2021.

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