O mercado imobiliário está em constante transformação, impulsionado por mudanças econômicas, inovações tecnológicas e novas demandas dos consumidores. Para investidores, construtoras e compradores de imóveis, entender as principais tendências do setor é crucial para fazer escolhas assertivas e garantir retornos sólidos. Em 2024, o mercado imobiliário promete trazer diversas novidades que podem impactar a forma como adquirimos, alugamos e vendemos propriedades. Venha entender as principais tendências do mercado imobiliário, com insights do especialista Nelson Piery da Silva, que atua há mais de 25 anos no mercado financeiro e atualmente lidera o Banco First Capital.
1. Sustentabilidade e Construções Ecológicas
A sustentabilidade tem sido um dos pilares mais fortes no mercado imobiliário nos últimos anos, e essa tendência só tende a crescer. Em 2024, a demanda por construções ecológicas, que priorizam o uso de materiais sustentáveis e eficiência energética, deve aumentar consideravelmente. Esse tipo de construção não só reduz o impacto ambiental, como também oferece vantagens econômicas de longo prazo, com custos de operação menores.
Há previsões de que o mercado global de construções sustentáveis deve movimentar cerca de US$ 24,7 trilhões até 2030, com uma crescente demanda por edifícios residenciais e comerciais que utilizam energia renovável e técnicas de construção com menor impacto ambiental.
Nelson Piery da Silva comenta que “os compradores e investidores estão mais atentos às questões ambientais e, com isso, as propriedades que seguem critérios de sustentabilidade têm apresentado uma valorização acima da média, tornando-se um investimento atrativo tanto para o presente quanto para o futuro.”
2. A Digitalização do Setor Imobiliário
A tecnologia está mudando a forma como o mercado imobiliário funciona. Em 2024, veremos um aumento significativo no uso de ferramentas digitais para facilitar as transações imobiliárias. Desde visitas virtuais em 3D até contratos digitais e blockchain para assegurar a segurança dos registros, a digitalização promete tornar o processo de compra, venda e aluguel de imóveis mais eficiente e seguro.
Com o uso crescente da realidade aumentada (AR) e da realidade virtual (VR), os compradores podem visitar imóveis remotamente, oferecendo uma experiência imersiva que aproxima o cliente do imóvel, mesmo à distância. Isso acelera as decisões de compra e expande as possibilidades de marketing para construtoras e corretores.
Além disso, o uso de big data no setor imobiliário tem ajudado investidores e incorporadoras a tomarem decisões mais embasadas. Com o acesso a grandes volumes de dados sobre preços, preferências de consumidores e tendências demográficas, é possível prever o comportamento do mercado com maior precisão.
Segundo Nelson Piery da Silva, “a digitalização vai continuar a desempenhar um papel central no mercado imobiliário. Ferramentas como o blockchain, por exemplo, estão ajudando a resolver problemas relacionados à segurança em transações, além de simplificar o processo de compra, trazendo mais confiança para os investidores.”
3. Imóveis para Aluguel de Longo Prazo em Alta
Com as mudanças nas dinâmicas de trabalho e a ascensão do home office, a demanda por imóveis para aluguel de longo prazo tem se intensificado. Em 2024, essa tendência continuará forte, especialmente em cidades grandes, onde muitas pessoas optam por alugar ao invés de comprar imóveis. A preferência por aluguel também está relacionada ao perfil de consumidores mais jovens, como os millennials, que tendem a priorizar mobilidade e flexibilidade.
Além disso, o crescimento de serviços de aluguel por assinatura, como os oferecidos por algumas startups, permite que inquilinos se movam com maior facilidade entre diferentes imóveis, pagando uma taxa fixa para o uso de diferentes residências. Esse modelo é particularmente atrativo para profissionais que viajam com frequência ou para aqueles que preferem viver em diferentes cidades ao longo do ano.
O CEO do Banco First Capital, Nelson Piery da Silva afirma que “o mercado de aluguel está se consolidando como uma tendência de longo prazo. Para os investidores, isso significa que a compra de imóveis para locação pode se tornar uma estratégia extremamente lucrativa, especialmente com a crescente demanda por opções flexíveis e modernas de moradia.”
4. Incorporação de Imóveis Multifuncionais
Outro movimento que está ganhando força no mercado imobiliário é a criação de imóveis multifuncionais. Esses empreendimentos combinam espaços residenciais, comerciais e de lazer em um único projeto, criando uma espécie de mini-cidade onde os moradores podem trabalhar, morar e se divertir sem sair do local.
Esses empreendimentos são especialmente atraentes para cidades grandes e áreas urbanas em crescimento, onde a falta de espaço torna necessário otimizar o uso do terreno. Além disso, a conveniência de ter todas as necessidades ao alcance promove uma melhor qualidade de vida para os moradores.
O conceito de mixed-use (uso misto) já é popular em cidades como Nova York, Londres e São Paulo, e em 2024 deverá se expandir para outras capitais e centros urbanos. Nelson Piery da Silva destaca que “os imóveis multifuncionais representam uma solução inteligente para cidades em crescimento. Eles não apenas atendem às demandas de conveniência e praticidade, como também aumentam o valor dos empreendimentos ao oferecer uma gama mais ampla de serviços.”
5. Aumento da Demanda por Segunda Residência e Imóveis de Lazer
Com o aumento do trabalho remoto, muitas pessoas estão optando por adquirir segundas residências ou imóveis de lazer, principalmente em áreas rurais ou em cidades menores e mais tranquilas. A busca por um estilo de vida que ofereça maior contato com a natureza, conforto e flexibilidade está impulsionando essa tendência.
Regiões como o litoral nordestino, o interior de São Paulo e o sul de Minas Gerais estão experimentando um boom de procura por esse tipo de imóvel. Nelson Piery da Silva comenta que “a segunda residência, que antes era vista como um luxo, agora se tornou uma necessidade para muitos que desejam trabalhar em locais mais tranquilos ou passar mais tempo longe das grandes metrópoles.”
Dados da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (ABRAINC) apontam que o segmento de imóveis de lazer e segunda residência teve um crescimento de 25% em 2023, e a expectativa é que essa demanda continue alta nos próximos anos.
6. Valorização das Smart Cities e Infraestrutura Tecnológica
A integração de tecnologia nas cidades está reformulando o mercado imobiliário. As smart cities (cidades inteligentes) são uma tendência crescente, onde a tecnologia é utilizada para melhorar a qualidade de vida dos cidadãos e otimizar o uso de recursos urbanos. Infraestruturas tecnológicas, como sistemas de transporte inteligente, redes de internet de alta velocidade e serviços públicos conectados, estão tornando as cidades mais atrativas para investidores e compradores.
Em cidades inteligentes, a conectividade é um dos principais pontos de venda dos imóveis. Para 2024, regiões que adotarem inovações tecnológicas para o desenvolvimento urbano devem ver uma valorização significativa nas propriedades.
Nelson Piery da Silva aponta que “as smart cities oferecem um futuro mais eficiente e sustentável. Para os investidores, essas áreas não só representam uma valorização imediata, como também um retorno de longo prazo, uma vez que a demanda por tecnologia e conectividade só tende a aumentar.”
Conclusão: Um Mercado Imobiliário em Transformação
O mercado imobiliário em 2024 será marcado por mudanças significativas, impulsionadas pela sustentabilidade, tecnologia e novas demandas dos consumidores. Investir em imóveis, seja para locação, segunda residência ou em projetos multifuncionais, continuará a ser uma estratégia sólida para quem busca diversificação e segurança patrimonial.
Como destaca Nelson Piery da Silva, “o mercado imobiliário está em constante evolução, e aqueles que se mantiverem atentos às tendências emergentes estarão mais bem preparados para aproveitar as oportunidades e obter retornos consistentes.” Para investidores e profissionais do setor, é fundamental acompanhar de perto essas tendências e adaptá-las às suas estratégias.